Wiesbaden para Dortmund


DIA 11 – SEXTA

Acordei às 8h30, e tomei uma xícara de café com o Willy, e conversamos um pouco antes de ele ir trabalhar. Assim, pude me despedir e agradecer por ter aberto sua casa para me receber e desculpas por quebrar a torneira do chuveiro, rsrs

Sarah acordou às 10h30, e, enquanto comprava pão, aproveitei para deixar minhas coisas prontas. Pegamos o ônibus para a cidade de Mainz e nos despedimos antes de entrar no trem. Mas, antes, fizemos esta foto estilo mochileiro no topo desta postagem!

Agora, estou no trem que está me levando para Dortmund, e vejo como está valendo a pena ter corrido atrás para realizar o meu sonho! Acredito que, chegando na França, vou fazer fotos mais artísticas. mas estou bem feliz com as de turista!
Essas são de dentro do trem em movimento.


















Cheguei em Dortmund, cidade localizada no estado da Renânia do Norte, na Vestfália, uma das maiores cidades do Vale do Ruhr.
A viagem foi bem mais longa do que eu esperava, e ainda teve um 'adolescente pentelho' que sentou ao meu lado perto do final da viagem. (Só para registrar mesmo).

Yana e Knut, amigo com quem ela divide o apartamento, já estavam me esperando e, em poucos minutos a pé, estávamos na casa deles. O apartamento localizado bem no centro é muito bacana e tem uma varanda agradável, dois quartos grandes, boa cozinha, mas apenas uma saleta; perfeito para dois estudantes. Tomamos uma cerveja na varanda para eu relaxar e fomos depois direto de carro para uma loja comprar o saco de dormir para o festival e umas camisetas que estavam com bom preço.

Na volta, tomamos mais uma cerveja em casa.
Yana e eu fomos dar umas voltas para eu conhecer a redondeza ao final da tarde.













Aproveitei e já comprei uns chocolates para a turma e para mim também. Voltamos, tirei um cochilo e às 23h30, Yana me acordou e fomos a dois bares pertinho de casa. O primeiro tipo Rock, onde tomamos uma cerveja e fomos para o segundo. Este era mais Punk e tomei a cerveja ODHIN, cujo sabor não me agradou muito. Ela é feita com mel, e esperava amar, mas além de custar 4 euros (muito caro), o sabor não agradou. Mas o rótulo é muito 'TRUE VIKING'!


Os 2 bares ficavam a 5 minutos de casa. Ficamos por volta de 1 hora na rua, voltamos e dormi direto!

Passeio em Wiesbaden e Jantar Tradicional

DIA 10 – QUINTA

Acordei às 08h30, e o tempo estava ótimo: nem parecia que tinha tido aquele temporal na noite passada. Estou dando uma organizada nas malas.

Hoje, vamos passear pela cidade de Wiesbaden. Aproveitei para fazer umas fotos da casa como recordação. Este quarto que estou é bem amplo e a cama é ótima.

Começamos pelo centro:








Wiesbaden ficou conhecida por suas termas perto do fim da Idade Média. Há 2 locais principais para o banho na cidade.


A principal, Kochbrunnen, jorra água a 66º C. Essa água não é insalubre, como vocês veem na foto, mas garanto que é horrível por causa de sua salinidade alta e, claro, por ser muito quente!









Depois, fomos de bonde a um local chamado Neroberg,

que fica a 245 m acima do nível do mar. É a montanha da capital do estado de Hessen, onde fica Wiesbaden, claro. Na ponta de Neroberg, perto da estação superior do Nerobergbahn, foi criado em 1851 por Philip Hoffman, um parque na pequena montanha, onde há uma visão muito boa da cidade.




















Visível ao longe, com suas cinco cúpulas douradas, que não aparecem nas fotos, típicas da Igreja Ortodoxa Russa, está igreja foi construída pelo Duque Adolf de Nassau, 1847-1855, em estilo russo-bizantino, e se tornou lugar onde se encontra o túmulo da sua falecida esposa, Elizabeth Mikhailovna, sobrinha do Czar Alexandre I e Nicolau I.

Nas proximidades, há também um cemitério russo. Algumas personalidades estão enterradas lá, como o pintor Alexej von Jawlensky (1864, † 1941).

Existe também um memorial da Primeira Guerra Mundial.








Voltamos para o centro para comer alguma coisa e, mais uma vez, tomei um capuccino horrível! Sarah ficou com vergonha de mim, chateando as garçonetes em inglês, mas depois elas explicaram que o capuccino de lá era feito diferente mesmo. Horrível!

Comprei umas lembranças, e voltamos muito cansados para casa. Comprei 3 cervejas e entrei rápido na internet. A reunião que teria aqui não aconteceu, então, ficamos só nós 3 para um jantar mais que tradicional e esperado! Bratwurst, Sauerkraut und Kartoffelbrei! Ou simplesmente: salsicha com repolho e purê de batata!

Sarah preparou para nós um prato com 2 tipos de salsicha de porco, purê de batata e chucrute, mais conhecido no Brasil como repolho. :)




Mas, aqui entre nós, tirando as DELICIOSAS salsichas , o resto não tem graça nenhuma!! É apenas batata e repolho...

Depois de 3 cervejas, descemos novamente para o Pub com a cachaça que levei para o Willy. Essa cachaça é a que chamam de dourada que você toma pura, enquanto a branca serve mais para caipirinha. Abrimos e tomamos um shot com o dono do Pub, que, mais uma vez, nos presenteou com a deliciosa bebida suíça. Já um pouco alterado, voltamos para casa e fui à internet ver os e-mails e falar com a Flora. Desliguei um tempo depois, e fui dormir.

Dortmund, Catedral de Colônia e Pub

DIA 09 - quarta-feira

Acordamos às 06h e fomos de carro para Dortmund, pois a Sarah tinha que resolver umas coisas da sua faculdade e levamos 2 horas até lá. No caminho, fui aprendendo a falar umas palavras em alemão, lendo as placas, e a Sarah foi me corrigindo a pronúncia. Foi divertido!

NÃO!!! Não fomos nesse carro! Ele estava estacionado e nunca tinha visto um desses antes.;)

Na faculdade, encontramos a Yana, irmã da Sarah que chegou junto com a gente em um tipo de Metrô que mais lembra uma Montanha Russa. Pena que não fotografei. Sarah foi resolver as coisas dela, enquanto Yana e eu sentamos na lanchonete do Campus para um capuccino (horrível por sinal). Conversamos bastante e, depois desses 5 anos sem nos vermos, foi ótimo colocar o papo em dia. Foi engraçado ouvir elas duas falarem para mim como era estranho eu estar lá com elas, já que só conseguiam pensar em mim no Brasil, e, estar ali fazendo parte da rotina delas, era estranho, mas legal.
Sarah voltou, e uma amiga delas apareceu; ficamos todos conversando.

Como disse, saí de casa às 06h e chegamos às 09h00 . Um pouco antes de irmos almoçar ao meio -dia, me senti mal, e, pela primeira vez na vida, parecia que eu poderia desmaiar. Fiz o prato com salsichão, molho de tomate com curry, mais muita batata frita, maionese e ketchup. Nas primeiras garfadas, me senti melhor. Muito hospitaleira, a amiga delas, sem eu perceber na fila, me pagou um sorvete Corneto que não era tão gostoso como no Brasil. Fiquei levemente emocionado, pois é um povo bem fechado e ela foi gentil com um amigo das amigas dela que estava conhecendo a cidade dela. Demos uma andada pelo campus, e, depois, Sarah e eu nos despedimos da Yana e da amiga (não lembro o nome).

Mesmo muito cansados, fomos até a Catedral de Colônia (em alemão, Kölner Dom) que é uma igreja em estilo gótico, o marco principal da cidade e seu símbolo não-oficial.

A construção da igreja começou no século XIII (1248) e levou, com as interrupções, mais de 600 anos para ser completada. As duas torres possuem 157 m de altura, e a catedral tem o comprimento de 144 m e largura de 86 m. Quando foi concluída em 1880, era o prédio mais alto do mundo. Com a Segunda Guerra Mundial, a catedral acabou recebendo 14 ataques por parte de bombas aéreas e não caiu. A reconstrução foi completada em 1956. Na base da torre noroeste, um reparo de emergência realizado com tijolos de má-qualidade retirados de uma ruína próxima da guerra, permaneceu visível até o fim da década de 1990 como uma lembrança da guerra, mas, então, foi decidido que a parte deveria ser reformada para seguir a aparência original.


Segundo a tradição, no interior da catedral, está guardado o relicário de ouro com os restos mortais dos Três Reis Magos: Baltazar, Melquior e Gaspar.




















Na volta, íamos pegar um caminho, beirando o Rio Reno para ver os vários castelos, mas acabamos por voltar direto pela autoestrada, por causa do nosso cansaço absurdo! Acho que só hoje o jetlag pegou!





Chegamos podres; tomei um bom banho, e dormi de 18h30 até 22h. Sarah e Willy me acordaram e descemos para o Pub que fica exatamente em baixo da casa deles no mesmo prédio para jantar. O lugar é muito bacana e tradicional; comi um super x-burguer - como vocês podem ver!


A batata frita vem com casca - que eu ADORO -, e tomamos 3 tipos de cerveja diferentes. A primeira foi a JEVER, seguida da ERBACHER, ambas Pilsen, mas com sabores bem distintos. Finalizei, claro, com uma de trigo, mas do tipo Krystal, chamada ALTENHUNSTER. Essa tem coloração e transparência de uma Pilsen mas leva uma rodela de limão e um grão de arroz.











Depois do banquete, o dono do pub nos presenteia com uma bebida austríaca deliciosa chamada SAUSFCHNAPS. Parecia uma cachaça, só que muiiito mais gostosa! Não ardia, e era muito saborosa.

O tempo fechou, e tivemos um temporal bem forte. Voltando para casa, fiquei na internet até às 04h00 com meu bem!











Passagem por Lisboa, chegada na Alemanha


Olá, Lisboa! (Pelo menos no aeroporto!:)

Tudo encaminhado, e são 14h. Agora, é só esperar para seguir em direção a Frankfurt! Teremos um atraso de 30 minutos, mas 'TUUUUDO BEM', como diz uma amiga minha.

Fui buscar minha bagagem, mas não achei nada! Fiquei apreensivo e fui ao setor responsável onde me avisaram que a empresa já havia feito a transferência para o próximo voo. Ufa!

Estou viajando com uma mala grande com rodinhas, uma mochila grande de acampamento e uma menor que vai comigo o tempo todo no peito com a câmera e as coisas que preciso a toda hora.



No avião, consegui tirar uma boa soneca e acordei com o lanche. Ao meu lado, estava um casal alemão de meia idade com quem fui conversando. A mulher falava bem o português de Portugal e ficamos entre o inglês e o português; ela fazendo a tradução para ele que não fala inglês muito bem. Conversamos sobre as diferenças entre o Brasil e a Alemanha, o presidente Lula, política, comidas e muito mais.

A chegada em Frankfurt foi ótima. Tudo certo com minha bagagem.

Sarah e a amiga dela, Dina, já me esperavam, e foi ótimo encontrar ela novamente!

Pegamos o trem e, em 30 minutos, chegamos em Wiesbaden onde Sarah e o marido dela, Willy, moram. Dina se despediu na estação. Pegamos um ônibus e rapidamente chegamos na casa dela. Wiesbaden é a capital e segunda maior cidade depois de Frankfurt am Main do estado federal alemão de Hessen.

Wiesbaden situa-se na margem direita do rio Reno, frente à cidade de Mainz no lado oposto do rio e, nela, habitam cerca de 287.000 pessoas.

A casa deles é ótima! Pé-direito alto, 2 quartos e todos os cômodos bem iluminados, pois não existem prédios altos por perto. A temperatura estava ótima e, depois de um breve descanso, fomos aproveitar o final da tarde para umas fotos e um passeio com sorvete. Na sorveteria, o casal de atendentes era de Floripa. Provei alguns sabores antes de me decidir por uma bola de Nutella e outra de Macadâmia. Uma delícia! Nada que não seja igual ou melhor no Brasil.

Eles moram bem próximos ao rio Reno (em alemão Rhein). É um rio com 1.230 km de comprimento que atravessa a Europa de sul a norte, desaguando no Mar do Norte. Seu nome é de origem celta e significa 'fluir'. Junto com o Danúbio, o Reno constituía a maior parte da fronteira setentrional do Império Romano. Desde essa época, o Reno é um curso d'água muito usado para o transporte e o comércio.

Panorâmica do rio Reno que não fez jus à sua beleza.
























FINALMENTE, CERVEJA!! (Afinal, a gente viajou para conversar ou para beber!?:) Comecei , claro, com uma de trigo chamada SCHÖFFERHOFER.

Não conhecia; é gostosa, mas não é das melhores. Tomei uma pilsen Wicküler que lembra a Heineken e uma em lata com as cores da Alemanha chamada 5,0.

Esperamos Willy chegar e bebemos mais um pouco. Aproveitei para entregar os presentes: 2 garrafas de cachaça, 2 chocolates BIS e 1 Havaianas para a Sarah.

Um pouco de pão, um banho bem quente; são 2h30 e vou dormir em uma cama grande e quente no quarto de visitas.